Algumas Coisas
segunda-feira, 12 de março de 2012
sábado, 4 de junho de 2011
Percebeu então o quanto necessitava de companhia, tinha que conviver com outras pessoas. Estava na hora de deixar um pouco de lado sua solidão. Saiu em busca de amizades. Encontrou muitas pessoas pelo caminho, cada uma com suas particularidades mas ao mesmo tempo tão iguais... Cobravam coisas impossíveis de se fazer, queriam sugar toda a energia da menina. Exigiam muita atenção e achavam que eram o máximo por que estavam ensinando-a a ser feliz. A cada dia que passava a pobre menina ia perdendo mais e mais a sua identidade, já não fazia as coisas que gostava, não lembrava o som de sua músicas preferidas, parou de ler, deixou de sonhar e nem sequer conseguia mais usar a imaginação. O mundo em que ela vivia foi desaparecendo aos poucos e ela foi se sentindo tão cansada... Queria poder sair, libertar-se. Olhou para o caminho inverso do que tinha percorrido e viu que não dava mais para voltar, chorou por horas arrependida. Como havia se esquecido dela mesma? Sem resposta ela continuou sua viagem, mas agora era uma viagem diferente, ela tinha a maior missão da sua vida, encontrar-se consigo mesma. Precisava conhecer-se para voltar para casa. Foi uma longa caminhada cheia de dificuldades. Conhecer outras pessoas era fácil, mais viajar em si mesma foi difícil e ela enfrentou seus medos. Depois de um tempo começou a compreender-se melhor, chegando finalmente no caminho de casa e pensou o quanto é válido conhecer outras pessoas mais não a ponto de perder-se nos outros esquecendo a própria essência . E a coisa mais importante que ficou foi a aprendizagem sobre as relações, elas podem ser tão intensas e bonitas mais ao mesmo tempo tão destrutivas, depende muito do quanto se está disposta a perder-se para o outro ou doar-se. Ela aprendeu a "ser" mulher, mãe, menina, irmã e filha. Aprendeu a aprender se conhecer todos os dias e agora divide seu mundo com tantas outras pessoas iguais mas tão diferentes em suas particularidades.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sábado, 11 de dezembro de 2010
Hoje olhei pra trás e me deparei comigo mesma, não gostei de algumas coisas que vi. Tentei mentir, dizendo não ser eu aquela pessoa, mas era impossível me enganar, sabia que por mais ruim as aparências aquilo era só uma parte do que sou. Depois de um tempo me olhando decidi ir mais fundo e o que encontrei também não me agradou. Ai parei e pensei que aquilo seria só mais uma parte de mim.Continuei, passei por coisas difíceis de encarar.Seria eu só isso? Lembranças duras?Então comecei a pensar em tudo que eu já tinha feito na vida, quase nada, não salvei o mundo, não mudei a vida de ninguém, não mudei a minha. Isso tudo me deprimiu muito. Às vezes queria ser o mar para andar livre pelo mundo. Começaria escolhendo os caminhos claros sempre melhores de seguir. Chegaria bem perto das nuvens, sentiria o vento frio com a maravilhosa sensação de liberdade brotando fundo no peito. Sufocando todos os sentimentos, entorpecendo as sensações. Seria selvagem como o mato próximo, teria percepção de criança descobrindo o mundo. O carinho suave e uma vontade de voar. Tantas coisas a ver , tantos sentimentos a sentir. A alegria mais simples, pura, livre como o sol tocando na pele, em uma harmonia perfeita. Mas a vida passa rápido e perdemos sempre os melhores momentos por que as vezes estamos muito preocupados em com o agora, deixamos passar momentos que nunca mais voltam e tudo que nos resta as lembranças do que se foi e do que não vivemos.
domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Sinto-me mal como se nada fizesse sentindo agora.
Minha esperança em transformar acabou em fracasso,
Na tentativa de renovar, mudar, sofri muitas decepções.
Sempre me pergunto se vale a pena todo o esforço,
Se passar por cima dos outros é o que realmente move a vida.
Sinto-me cansada, deprimida e desesperançada.
Tão desamparada.
Não consegui ser o que quis ser,
nem sei se um dia serei.
Preciso liberta-me das responsabilidades,
quebrar barreiras.
Deixar as amarras
Enfim viver!!!
sábado, 17 de janeiro de 2009

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."